Não costumo escrever muito neste blog talvez porque ainda estou na fase em que preciso mais de aprender do que ensinar, mas hoje vou partilhar com voçês uma das maiores lições que aprendi na minha experiência com o Bill Mollison e o Geoff Lawton na turquia e que como quero preservar no meu subconsciente será conservado como uma espécie de história.
Era uma vez...
...uma criatura de Deus que dava pelo nome de Hu mano e que tal como as outras criaturas do designer criador era feita de suas alegrias e de seus enganos, tendo momentos de serenidade celeste como outros de caída e amargura.
...essa criatura regia-se pelo uso do seu instinto para se proteger das adversidades, usando as suas capacidades dos sentidos como forma de reacção ao perigos que se apresentavam e que cada vez o tornavam mais forte.
Certo dia o humano foi deparado na floresta com um animal feroz que o deixou encurralado entre a espada e a parede e por momentos sentiu que esse momento seria aquele em que as suas tão apuradas formas de defesa da sua grande experiência em caçadas furtivas de nada lhe poderia valer.
Foi então no momento em que o espirito do HU Mano se estava a preparar para abandonar o corpo que o pobre ser se sentiu como que trespassado por um raio de luz e o fez como que dizer que não, este ainda não era o momento para baixar a guarda, muitas caçadas ainda seriam feitas em seu nome e ainda teria a dignidade de ter uma palavra a dizer a essa fera destrambelhada.
Neste abrir e fechar de olhos notou que mesmo ao seu lado estava um pequeno buraco escuro na vegetação e sem qualquer tipo de pensamento lançou-se por esse desconhecido a dentro tendo a plena consciência que disso dependia a perservação de toda a experiência daquilo que era a sua vida .
Através salto para o engano da morte descubriu que tinha conseguido a fuga da fera e que perante si estava o vale mais fértil de toda a montanha com quedas de água e grande árvores de cortar a respiração e um sol resplandecente que iluminava todo o vale.
Decidiu ir explorar, pulou grandes pedras cheias de musgo e atravessou ribeiros , viu peixes a nadar e pássaros a beber do rio, uma águia no céu e uma lontra a esconder-se atrás dum carvalho.
Caminhou num tempo sem fim e decidiu descansar, repousou e sonhou adormecido que tinha acordado num mundo sem árvores, onde apenas haviam grandes caminhos pretos por onde passavam canoas fumegantes e pessoas a olhar para o chão cobertas de grandes tecidos cinzentos e de cordas apertadas nos pescoços, que saiam de grandes cavernas do tamanho de montanhas, onde viviam e se refugiavam das tribos inimigas.
Sentiu uma melancolia amarga na lembrança da falta da sua grande árvore de amoras que lhe deixava a boca preta e do vento que o abanada quando subia para se besuntar mais um pouco nesses frutos que coloriam o seu dia e foi nesse momento de procura do êxtase dentro do labirinto do seu pensamento que de novo havia descoberto uma fresta de escape para a consciência do seu estado indefeso de sonho e conseguiu criar de novo a ponte para o despertar pela consciência dessa realidade ilusória que o confundia.
Com um pequeno tremor regressou ao seu vale encantado e sentiu a tranquilidade dum longo regresso a casa mas desta vez com a reveladora descoberta de que em todos os labirinticos caminhos pelos quais por vezes nos embrenhamos sempre está à distância da nossa intuição um nicho de mudança pelo qual nos podemos escapar das feras e dar continuidade à vida com que tanto sonhámos.
Os nichos são a peça principal naquilo que é o puzzle da Natureza é por onde se entra e passa para outras dimensões de vida, é também por onde se estabelecem novas plantas em pequenos microclimas ; )
Learn Permaculture Design Courses in Europe with Helder Valente, one of the original students of Bill Mollison the creator of Permaculture Design.
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Obrigado pela partilha.
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